Ser mulher

Ser mulher revela nuances que podem transformar o modo como o mundo funciona. Sim, com pequenos gestos podemos sensibilizar a alma das pessoas. Lembrei da história de Sojourner Truth, a escrava que comprou sua própria liberdade no final da Guerra Civil dos Estados Unidos:

“Uma noite, quando ia proferir uma palestra, defrontou-se com uma multidão enfurecida. Ela poderia correr e esconder-se, ou tentar argumentar com os adversários. Se corresse, sua demonstração de medo apenas incitaria o ódio deles e tornaria o ataque ainda mais cruel. Se os enfrentasse com um dos seus discursos sensatos, estaria falando uma língua estranha. Afinal de contas, não fora a sensatez que os armara com barras e facas. Assim, ela fez o inesperado.  Caminhou bem à vista da toda a multidão e começou a cantar com toda a força de sua voz. Os soldados ficaram apavorados. Eles não haviam sido treinados para defender-se de um canto. Eles pararam e escutaram. E enquanto escutavam, tornaram-se mais brandos. E a medida que se tornavam mais brandos, se convenciam do que ela tinha a dizer. “Cante mais irmã”, eles pediam. “Conte-nos sobre sua vida.”

Conscientize-se do feminino… cante, dance, sorria, acolha, cuide, abrace… não tenha medo de ser mulher.

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